Turismo10/02/2012 | 09h10

Troque um final de semana agitado no Litoral por um roteiro pelo Vale Europeu de SC

Compras, passeio, chope artesanal, cultura e orgias gastronômicas estão incluídos nos programa

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Pegue o caminho inverso. Enquanto todo mundo ruma ao Litoral no verão, enfrentando filas e disputando espaço na faixa de areia, você pode programar um final de semana divertido longe do burburinho à beira-mar.

Confira a galeria: Um "tour" pelo Vale do Itajaí

O Vale do Itajaí não merece atenção só em tempo de festas típicas. As cidades, com arquitetura histórica e gastronomia de primeira, oferecem atrações mesmo na estação mais quente. E você não precisa saber outra língua para conhecer o nosso Vale Europeu. A Revista de Verão montou um roteiro com dicas de lugares para comprar, comer e visitar. Confira:

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1. Vamos às compras?

Parada obrigatória para quem quer renovar a gaveta das calcinhas ou cuecas. Ilhota é o paraíso das roupas íntimas. Ao longo da SC-470 (Rodovia Jorge Lacerda), que liga Blumenau à BR-101, há inúmeras lojas que oferecem produtos direto de fábrica a preços bem acessíveis. Na Luleka Moda Íntima, se você comprar mais de 20 peças, consegue preço de atacado e ganha desconto de 20% Na loja, calcinhas e cuecas são vendidas a partir de R$ 4,40. O conjunto de calcinha e sutiã custa entre R$ 14,90 e R$ 27,50. O biquíni sai por R$ 20 ou R$ 30 (conjunto).

O quê: Luleka Moda Íntima.
Quando: seg a sex, das 8h às 19h, e sábado, das 8h às 18h.
Onde: SC-470, Ilhota.
Fone: (47) 3343-1080.

2. Até dizer chega

Natural, com limão, laranja ou abacaxi. Você pode provar o sabor que quiser nos rodízios de caldo de cana em Gaspar. O serviço é oferecido em lanchonetes localizadas uma ao lado da outra na SC-470. Um dos lugares mais antigos é o Point Bakana. Fundado em 1981, ele fica a 8km do centro da cidade e a 22km de Blumenau. Lá, você paga R$ 4 e toma caldo de cana à vontade. Aproveite para comer o pastel de 17 centímetros (R$ 4) ou a pamonha de queijo (R$ 4,50). Também tem produtos caseiros, vinhos, geleias e mel. Outra sugestão é o pastel de amendoim do Recanto Viola Viva (R$ 3).

O quê: Point Bakana.
Quando: seg das 9h às 19h, ter a sáb, 9h às 22h. Dom. 13h às 22h
Onde: SC-470, 8.850, Gaspar.
Fone: (47) 3332-0997.

3. A cidade da cerveja

O bar Estação Eisenbanh é ótima pedida para o início da noite em Blumenau. Como nas tradicionais microcervejarias americanas e europeias, uma parede de vidro divide o ambiente e permite que os visitantes observem a fábrica. O cliente pode degustar as cervejas acompanhadas por petiscos germânicos. Experimente a Cervelat Salat (salsicha de vitela fatiada, marinada em vinagrete de mostarda em grãos, servida com torradas), que custa R$ 12,90. O chope Pilsen da Eisenbanh (300ml) é vendido a R$ 3,80, os demais (Dunkel, Pale Ale e Weizenbier) a R$ 4,30. Nas quintas e sextas, o bar recebe bandinhas alemãs.

O quê: Estação Eisenbanh
Quando: seg e ter, 16h à 0h. Qua a sáb, das 16h à 1h.
Onde: Rua Bahia, 5.181, Blumenau.
Fone: (47) 3488-7307.

4. Moldados à mão

Um rosário feito na Alemanha no século 16, peças de murano com ouro fabricadas na Itália no século 18 e uma réplica da Harley Davidson em miniatura são alguns dos objetos que compõem o Glas Park - Museu do Cristal, que existe desde 1997 em Blumenau. O acervo é pequeno e o visitante pode comprar na lojinha e conhecer a fábrica. O mais interessante é assistir a demonstrações dos funcionários, que moldam o vidro à mão. Há peças à venda por preços que variam de R$ 10 a R$ 2,5 mil (elaboradas com ouro 24k). Também há produtos da República. Tcheca, Itália, Polônia e Alemanha.

O quê: Museu do Cristal
Quando: seg a sex, das 9h às 18h. Sáb, das 9h às 13h.
Onde: Rua Rudolf Roedel, 147, Salto Weissbach, Blumenau.
Fone: (47) 3327-1261

5. Contato com o poeta

O antigo lar de Lindolf Bell _ com sua velha máquina de escrever, seu quarto e suas fotos _ virou a Casa do Poeta e pode ser visitado. O escritor nasceu em 1938, em Timbó. Na casa está muito da vida de Bell, como objetos, roupas, troféus e diários. A Casa é composta por museu, praça, centro de memória e biblioteca. Há ainda o espaço cultural, que recebe exposições. Na praça, há placas com os fragmentos poéticos mais conhecidos. Um deles: 'Menor que meu sonho, não posso ser'.

O quê: Casa do Poeta Lindolf Bell
Quando: ter a dom, das 8h às 11h30min e 13h30min às 17h30min.
Onde: Rua Quintino Bocaiúva, 902, bairro Quintino, Timbó
Quanto: R$ 2 e R$ 1 (estudantes)
Fone: (47) 3399-2074

6. É de tocar?

Oboé, cromorne, fagote, organetta, rabeca e alaúde são só alguns dos muitos instrumentos do Museu da Música, em Timbó. Inaugurado em 2004, ele reúne peças de cinco séculos, todas expostas em um antigo edifício construído no início dos anos 1900 e que servia de salão de baile para os imigrantes alemães. O acervo tem mais de mil objetos, que vão de instrumentos novos e antigos a coleções de gravuras, partituras e livros técnicos. O visitante ainda pode dar uma palhinha num velho piano ou ouvir sons produzidos por peças bem inusitadas.

O quê: Museu da Música.
Quando: ter a dom, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 17h30min
Onde: Rua Edmundo Bell, s/nº, SC-477, km 5, Timbó.
Quanto: R$ 2 e R$ 1 (estudantes).
Fone: (47) 3399-0418.

7. Dos dois lados do rio

Em Timbó, você pode parar para almoçar no Thapyoka. Mas se resolver ficar na cidade, lembre-se que ele também está lá para petiscar, fazer happy hour ou encarar uma balada. O lugar une restaurante, pub e boate, em um cenário bonitão. Ele fica num edifício construído em 1880 e que já foi um moinho de farinha. A boate está do lado oposto do Rio Benedito. Para chegar lá, é preciso passar por uma ponte construída pela própria Thapyoka para unir os dois empreendimentos. Tem bufê no almoço (R$ 21,80, de seg a sex, e R$ 24,90, sáb). O cardápio da noite tem eisbein (joelho de porco) a R$ 37. Para, beber, tente o coquetel alemão Radler (R$ 4,50).

O quê: Thapyoka Restaurante.
Onde: Av. Getúlio Vargas, 201, Centro, Timbó.
Fone: (47) 3382-0198.

8. Visitinha animal

Ver tigres, leões, ursos e elefantes a poucos metros de distância é o grande barato de visitar um zoológico. O de Pomerode existe desde 1932 e foi o primeiro fundado na região sul do Brasil. Lá, vivem 1,4 mil bichos de 240 espécies. Você pode passar por uma grande gaiola repleta de aves e flagrar cenas como a brincadeira de um tigre siberiano com um galho. Segundo o responsável técnico pelo zoo, Cláudio Mass, os pinguins estão entre os animais que mais dão trabalho. Eles precisam ser alimentados um a um porque o dominante pode roubar a comida.

O quê: ZooPomerode.
Quando: todos os dias, das 8h às 19h (alta temporada).
Onde: Rua Hermann Weege, 180, Pomerode.
Quanto: R$ 18 e R$ 9 (meia).
Fone: (47) 3387-2659.

9. Doce paraíso

É melhor os gulosos se segurarem ao entrarem na Torten Paradies, em Pomerode. A confeitaria e restaurante oferece uma grande variedade de cucas caseiras, bolos, tortas recheadas, docinhos, pães e salgados. Quem quiser provar um pouco do sabor típico alemão pode optar pelo herings brot (pão com ovo, sardinha e maionese, a R$ 1 cada) e o strudel de maçã (R$ 20 o quilo). Além de servir almoço de segunda a sábado, o Torten oferece café colonial aos sábados, domingos e feriados. A confeitaria tem também chocolates, biscoitos, cervejas artesanais e vinhos.

O quê: Torten Paradies Confeitaria.
Quando: seg a sáb, 7h30min às 19h30min. Dom, 10h às 19h30min.
Onde: Rua 15 de Novembro, 350, Pomerode.
Fone: (47) 3387-0950.

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