Em mais de 20 anos de carreira, ele já foi pantaneiro, pescador, filho de fazendeiro - e em novelas do horário nobre. Mesmo na TV fechada, Mandrake grudou forte em Marcos Palmeira, a ponto de ele ser assim chamado quando abastece o carro ou passeia em Buenos Aires. O papel lhe rendeu até convite para o cinema francês.
Pergunta – Tinha saudade do Mandrake?
Marcos Palmeira - Tinha. Fiz pressão pela volta o tempo todo. Foram anos de expectativa, pensando: "Agora vai!". Tudo o que fiz até agora foi ocupar meu tempo para esperar pelo Mandrake. A série tem fôlego. Quando acabou meu contrato com a Globo, não renovei por causa disso.
Pergunta - A que você credita o sucesso da série?
Marcos Palmeira - ê uma proposta diferente, nova, interessante como linguagem. Tem um descompromisso, não está atrás de ibope. ê uma série que arrisca, que me coloca em outro lugar como ator. O diretor francês Gilles de Maistre me chamou depois de assistir (filmado no Brasil, 'Jusqu'au Bout du Monde', 'Até o Fim do Mundo', já está pronto).
Pergunta - O que há de você nele?
Marcos Palmeira - Também sou apaixonado pelo Rio e gosto do submundo carioca por onde Mandrake transita. E ele critica a Justiça.










