Motorista alterado26/01/2013 | 15h09

Perseguição na madrugada deste sábado envolveu seis veículos da Polícia Militar, de Florianópolis

Vídeo mostra equipes tentando mobilizar motorista que dirigia em ziguezague na Via Expressa

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Perseguição na madrugada deste sábado envolveu seis veículos da Polícia Militar, de Florianópolis Julio Cavalheiro/Agencia RBS
Carro atingiu um poste, no Saco dos Limões, no final da perseguição Foto: Julio Cavalheiro / Agencia RBS

Correção: Das 15h09min do dia 26/01/2013 às 08h do dia 29/01/2013, este site informou equivocadamente que dois veículos do Samu teriam participado da perseguição ao carro de Marcos Antonio Clarinda. Na verdade, os profissionais do Samu só chegaram ao local depois que os policiais já haviam tentado imobilizar Marcos. A reportagem informava ainda que Clarinda teria morrido no Hospital Celso Ramos, quando, na verdade, o Samu afirma que ele morreu a caminho do hospital e a PM não sabe precisar se o homem morreu na rua, na viatura ou no hospital.

Seis viaturas da Polícia Militar e um helicóptero Águia estiveram envolvidos em uma perseguição policial que terminou em morte em Florianópolis.

Trechos da ocorrência, na madrugada entre sexta-feira e sábado, foram registradas por câmeras da PM em um vídeo que ainda não foi liberado pela corporação. Nas imagens, é possível acompanhar o momento em que Marcos Antonio Clarinda, 48 anos, resiste à prisão e se debate intensamente dentro da viatura da polícia.

São dados pelo menos dois disparos com a arma de choque, a taser, para acalmá-lo. Instantes depois, ainda se debatendo, ele recebe dois medicamentos do Samu. Segundo o Samu, o homem teria morrido a caminho do Hospital Governador Celso Ramos. A assessoria da PM afirmou que um sargento foi chamado ao Hospital Celso Ramos e, chegando lá, uma médica disse que Clarinda teria morrido. Conforme a assessoria, não se sabe se ele morreu na rua, na viatura ou no hospital.

De acordo com os registros da PM, o motorista de um Ford Fiesta chamou a atenção ao trafegar em ziguezague e em alta velocidade pela Via Expressa, no Bairro Capoeiras, por volta das 23h40min de sexta-feira.

Os policiais deram ordem de parada, mas Marcos não teria respeitado, dando-se início a uma perseguição até o Saco dos Limões, na Ilha, onde foi feita uma barreira policial, na tentativa de contê-lo. Porém, segundo os policiais, o motorista desviou pela calçada, contra um soldado da guarnição.

Nesse momento, foram dados quatro disparos na direção do carro, dois de pistola e dois de armas de balas de borracha. Como o carro bateu em um poste e o pneu foi atingido, Marcos foi imobilizado pela polícia e colocado na viatura. Pelas imagens da PM — feitas após essa imobilização — é possível notar que o motorista estava alterado e lançava o próprio corpo contra a viatura, em movimento.

Segundo o Major João Carlos Neves Júnior, da Comunicação Social da PM, Marcos chegou a danificar o veículo. Na Rua João Motta Espezim, ainda no Saco dos Limões, os policiais decidem parar o carro e acionar o taser. Já ferido por ter se debatido também no asfalto, Marcos continua resistindo à imobilização dos policiais. Nesse momento, o vídeo registra a chegada dos profissionais do Samu, que aplicam uma medicação.

Nas imagens, é possível perceber que Marcos fica desacordado e chega a receber massagens cardíacas da equipe do Samu. O Major Alessandro Marques, também da Comunicação Social da PM, informa que o uso do taser respeitou as orientações técnicas. Mesmo assim, deve ser aberto um inquérito na PM para se analisar os procedimentos adotados.

A 2º Delegacia de Polícia da Capital também deve investigar as causas da morte de Marcos. Segundo o agente da delegacia, Luciano Silva, as seringas utilizadas pelo Samu já foram coletadas. O Fiesta com placa de São José e as imagens da PM também devem servir nas investigações. No carro, não foram encontradas bebidas alcoólicas, apenas ferramentas e uma furadeira.

Por volta das 17h deste sábado, a família já havia passado pelo Instituto Médico Médico Legal e reconhecido o corpo. Marcos era natural de Lauro Muller, no Sul do Estado, e não tinha antecedentes criminais.

Samu descarta reação a medicamentos aplicados

No relatório emitido pelos profissionais do Samu, consta que o paciente estava agressivo e com provável overdose. Foram enviadas duas unidades ao local, uma básica e uma especializada. O coordenador do Samu estadual, Alfredo Schmidt, explica que Marcos teve uma parada cardiorrespiratória que chegou a ser revertida pelos profissionais.

Mas Marcos teria sofrido outra parada cardiorrespiratória e falecido no Hospital. De acordo com Schmidt, foram dados medicamentos para deixar o paciente mais tranquilo, como é feito nas situações de possível intoxicação. O coordenador do Samu descarta uma reação em função dos remédios dados pelos especialistas. 

— Foi tudo dentro do padrão de atendimento médico — expõe.

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Comentar esta matéria Comentários (6)

Caco

Se o motorista que foi morto por esse despreparo fosse pai de algum de voces, com certeza o discurso seria bem diferente!! O respeito aos familiares que hoje estao sofrendo por essa perda deve estar acima de qualquer coisa!!! pare e pense antes de julgar uma pessoa transtornada por algum problema...

29/01/2013 | 00h45 Denunciar

Jaler

Aliás, o amigo Luciano acha que os policiais deveriam conter o cidadão com o quê? Socos e chutes, bastão de madeira? Com certeza eles utilizaram o método menos agressivo para conte-lo

27/01/2013 | 12h13 Denunciar

Jaler

Gostaria de saber se ele tivesse matado alguém durante a fuga, o que estaria sendo veiculado? Aliás, foram os agentes públicos que provocaram a situação? O armamento não-letal utilizado pela PM não tinha intenção de matá-lo! E os remédios utilizados pelo SAMU eram pra matá-lo? Uma fatalidade!

27/01/2013 | 12h10 Denunciar

cicero m almeida

A polícia Militar esta cumprindo seu papel, fatalidades acontecem, se o cidadão não parou na barreira, parabens para os policiais militares que o fizeram parar. Não tem mais como dar espaço para abusos como este, se estivesse dentro da lei teria parado ...

27/01/2013 | 11h38 Denunciar

joaoluiz

Uma pessoa correta, educada certamente vai parar quando a policia pede, se não deve não teme, a policia ta certa. Mandou parar, não parou? bala nele, não interessa quem é. Chega de ser bonzinho com esse povinho mau educado, E se esse cara atropelasse algum inocente na fulga , o que diriam ?

26/01/2013 | 20h17 Denunciar

Luciano

Pode ter sido uma fatalidade. Mas o desfecho não foi proporcional a infração da vítima. Tantos policiais e não conseguiam conter um homem? Porque a PM não liberou o vídeo imediatamente se é legalmente público? Pela segunda vez nosso estado é notícia nacional pelo mesmo motivo. xiste preparo?

26/01/2013 | 19h07 Denunciar

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