Perseguição e tiroteio20/08/2012 | 06h14

Família de jovem morto após assalto na Capital questiona ação da PM

Eduardo Ferreira da Luz, 16 anos, teria reagido à abordagem da polícia depois de roubar, com mais quatro comparsas, um posto de gasolina no Bairro Santa Mônica

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Família de jovem morto após assalto na Capital questiona ação da PM Divulgação/Polícia Militar
Outro jovem de 18 anos foi preso suspeito de participar do assalto ao posto Foto: Divulgação / Polícia Militar

O adolescente de corpo franzino e tatuagem de cifrão no braço que teria sido executado por um policial militar durante assalto na madrugada deste domingo. Ele é suspeito de ter participado do roubo a um posto na Avenida Madre Benvenuta, no Bairro Santa Mônica, em Florianópolis.

Policiais militares que buscavam os assaltantes encontrararam o jovem em uma moto e afirmam que ele teria atirado na tentativa de conseguir fugir. Na troca de tiros um dos policias atingiu Eduardo, que morreu na mesma avenida. 

Imagens mostram o momento do assalto

 



Eduardo foi velado na tarde do mesmo dia, na mesma capela em que foi batizado quando criança, a Nossa Senhora Aparecida. A capela fica na Rua da Solidariedade, no alto do Morro da Penitenciária, Centro de Florianópolis. Uma florzinha vermelha singela chamava a atenção entre as flores brancas do caixão que guardava o corpo de Eduardo Ferreira da Luz, 16 anos. Foi homenagem da sobrinha de 10 anos que adorava o tio Dudu.

Eduardo tinha pelo menos oito passagens pela polícia. Conforme o pai dele, José Maria Ferreira da Luz, montador de pré-fabricados, o adolescente era quieto, não era agressivo, mas usava drogas, "provavelmente maconha". José Maria conta que quase não via Eduardo por causa do trabalho, mas que cansou de dar bons conselhos para o caçula de seis filhos.

— Ele adorava soltar pipa e jogar um futebolzinho. Depois abandonou tudo. Parou de estudar na 6ª série e quase não ficava em casa. A gente segura filho até 12 anos, depois não segura mais — desabafou José Maria, durante o velório.

— Meu filho não era bandido. Ele nunca matou ninguém. Pode ter servido de laranja para os traficantes. Se ele estava com arma, foi fornecida pelos traficantes. Acho que eles (PM) podiam ter prendido meu filho ou até dar um tiro na perna, mas não matar. Acho que foi uma covardia — disse o pai.

A irmã de Eduardo, a copeira Gabriela Ferreira da Luz, 24 anos, tem convicção de que o irmão não estava armado. A certeza é baseada em uma conversa que ela diz ter tido com alguém do Instituto Médio Legal (IML), onde foi buscar informações sobre o irmão depois de percorrer hospitais e delegacias.

— A legista disse que eram cinco, e que quatro fugiram e deixaram o Eduardo para trás. Na hora que meu irmão foi correr para fugir, cercaram (PM) ele e encheram ele de tiro. Ela (legista) disse que meu irmão não estava armado. Acho essa história absurda. Queremos justiça — falou Gabriela.

A equipe do IML informou que apenas é acionada para recolher o corpo. No boletim de ocorrência, não está claro o que aconteceu. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que se manifestará na tarde desta segunda-feira. O caso foi registrado na 5ª DP da Capital.

 

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