O policial militar de 32 anos baleado em Jaraguá do Sul no sábado por um suspeito de 23 anos, enquanto dirigia a viatura rumo a uma delegacia após a prisão, está em casa e passa bem. Ao dar explicações sobre o procedimento da prisão, nesta segunda-feira, o capitão responsável pelas relações públicas do 14º Batalhão de Policia Militar (BPM), Aires Volnei Pilonetto, garantiu que os policiais que prenderam Sandro José Ferreira Zocchetto o revistaram antes de conduzi-lo à viatura.
Um segundo policial que estava sentado no banco do passageiro não foi ferido e voltou ao trabalho nesta segunda. O nome dele não foi divulgado pela PM. Ainda não há previsão de quando Julio Cesar Carvalho, que levou pelo menos dois tiros, voltará a trabalhar.
Segundo Pilonetto, a PM analisará o que ocorreu, de forma a reforçar a abordagem dos suspeitos. Mas ele também reconhece que é possível que os policiais tenham agido com mais rapidez do que o usual durante esta prisão. A explicação é de que a comunidade do bairro Amizade, onde Sandro foi preso, teria questionado na hora o tratamento dispensado pelos policiais, que perseguiram o homem até detê-lo com balas de borracha.
— A comunidade, que não sabia o que estava acontecendo, achou que os policiais estavam sendo incisivos na abordagem. Por isso eles fizeram o trabalho um pouco mais rápido que o normal — avalia Pilonetto.
Após receber atendimento médico ainda no sábado, Sandro Zocchetto foi levado ao Presídio Regional de Jaraguá. Condenado por tráfico na cidade, ele estava em condicional desde 11 de janeiro. Ao ser preso, Sandro transportava uma mala preta com joias, um notebook, um celular, dinheiro e uma máquina fotográfica.
Segundo a PM, ele foi alvo de denúncias de um morador do bairro Três Rios do Norte, que suspeitou do comportamento dele ao vê-lo abandonar uma motocicleta depois de uma queda e correr para o mato, com a mala. Quando os policiais atenderam à ocorrência, constataram que a Honda Titan havia sido furtada no mesmo dia em Joinville. Outra denúncia de morador teria levado a PM à rua José Martins, no Amizade, onde Sandro acabou detido.
Algemado, suspeito disparou sete vezes
Com os tiros que acertaram o colete do policial um pouco abaixo do ombro, além da nuca e a parte inferior da cabeça, Sandro Zocchetto disparou sete vezes dentro da viatura. Segundo a PM, sentado na parte de trás do carro (na chamada gaiola), ele conseguiu passar os braços, que estavam algemados para trás, para a frente do corpo e assim sacar a arma que estava dentro das calças.
O policial foi encaminhado para o Hospital São José, em Jaraguá. Julio Carvalho tinha duas balas ainda na cabeça. Mas os ferimentos foram superficiais, uma vez que os tiros atingiram primeiro o encosto do banco e depois ele. A PM ainda não divulgou de que forma os agentes conseguiram conter Sandro.
Segundo informações preliminares, como o homem não teria conseguido fugir de dentro da gaiola, ele teria sido detido pelo policial que escapou dos tiros. Os disparos foram feitos quando a viatura estava a poucos metros da delegacia, na rua Emmerich Ruysan, no Vila Nova.










