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Secretaria de Políticas para as Mulheres10/02/2012 | 15h27

Na posse, nova ministra diz que investirá na esfera do trabalho e no combate à pobreza

Eleonora Menicucci foi empossada na manhã desta sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff

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Na posse, nova ministra diz que investirá na esfera do trabalho e no combate à pobreza Roberto Stuckert Filho/Palácio do Planalto
Eleonora Menicucci foi empossada na manhã desta sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff Foto: Roberto Stuckert Filho / Palácio do Planalto

A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menicucci, disse nesta sexta-feira que as prioridades da pasta para este ano serão investir na esfera do trabalho, sobretudo no campo das trabalhadoras domésticas, e no combate à pobreza.

— Para isso, é preciso assegurar a garantia de direitos e acesso à informação, à capacitação e ao mercado de trabalho. Também não se pode aceitar que, ainda hoje, as mulheres sejam objetos de qualquer forma de violência — ressaltou.

Durante discurso ao tomar posse, na manhã desta sexta-feira, Eleonora avaliou que o cumprimento da Lei Maria da Penha nos últimos anos representa avanço significativo para o país. Segundo ela, é inegável a mudança provocada pela legislação no imaginário e na vida cotidiana das mulheres.

— Hoje, a noção de que é crime bater em mulher está amplamente assimilada pela sociedade — disse.

A nova ministra também comentou a decisão de quinta do Supremo Tribunal Federal (STF) que passa a permitir que o Ministério Público denuncie agressores mesmo quando as mulheres vítimas de violência tenham desistido de prestar queixa.

— A vitória no STF representa um marco histórico na vida das mulheres brasileiras.

Ela cobrou ainda a criação de mais juizados especializados em violência doméstica e familiar. Para ela, a rede de atendimento a mulheres precisa deixar de tratar apenas os danos físicos e assumir um caráter preventivo, por meio de parcerias com outros ministérios.

Eleonora também prestou homenagens a homens e mulheres mortos durante a ditadura militar. A nova ministra foi companheira de prisão da presidenta Dilma Rousseff nesse período.

— Nossas trajetórias de mulheres se entrelaçaram. Nos engajamos na luta contra a ditadura, fomos presas, torturadas, vivemos na mesma cela, tivemos um engajamento que nos ensinou a lidar com as adversidades — destacou.

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