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09/02/2012 | 21h09

Moradores fazem protesto por mais segurança no Bairro Escola Agrícola, em Blumenau

Cerca de 100 manifestantes que comparecerem com faixas, cartazes e balões

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Moradores das ruas José Deeke, Luiz Abry e Engenheiro Weitnauer, no Bairro Escola Agrícola, interromperam as vias e protestaram por 30 minutos no fim da tarde de quinta-feira. Nem mesmo a chuva, que caiu às 17h para diminuir o calor que chegou a 35,7 ºC durante a tarde, afugentou os cerca de 100 manifestantes que comparecerem com faixas, cartazes e balões. O objetivo da interdição foi chamar a atenção das autoridades para a falta de segurança na via.

Esta é a segunda vez que moradores interditam o local. Na primeira, em 17 de dezembro, 80 pessoas participaram. Entre as reivindicações, que visam a reduzir a velocidade dos carros e o número de acidentes, estão: instalação de lombadas eletrônicas, tachões transversais e semáforos no cruzamento e na esquina da José Deeke com as ruas Bahia e Benjamin Constant.

A manifestante Ester de Lima Cavalheiro Moreira acredita que o semáforo é a única solução para acabar com a insegurança dos motoristas e pedestres que passam pelo local. A dona de casa conta que o marido precisou ficar um ano e meio afastado do trabalho depois de um acidente na esquina das ruas José Deeke e Luiz Abry. 

— Um carro cortou a frente dele e o fez voar por uns 5 metros. Ele ficou com sequelas e não consegue mais dobrar o joelho. É muito complicado e perigoso o trânsito neste local, pois não há sinaleira e os motoristas não têm visão por causa do muro, do matagal e do poste nas esquinas das três ruas.

Durante a paralisação, os moradores assinaram um abaixo-assinado. O documento também será deixado no comércio do bairro. Representante da secretaria de Planejamento, o engenheiro Julian Plautz, que estava no protesto, aguardará a entrega das assinaturas na próxima terça-feira para começar um estudo de implantação de semáforos e verificar a possibilidade de instalar uma rotatória no cruzamento.

— Vamos verificar todas as possibilidades, inclusive a terceira faixa de conversão que pode ser uma solução para a falta de visibilidade. Em 15 dias, daremos uma resposta aos moradores a respeito do que poderá ser feito — explica Plautz.

Morador da Rua José Deeke e organizador do protesto, Jefferson do Santos afirma que a intenção é acabar com a média de dois acidentes por semana e evitar que, com a construção de três prédios na rua e com a conclusão da Ponte do Badenfurt, o número de acidentes aumente.

— Nós estamos aqui pela vida. Seis pessoas já morreram nesta rua. 

No fim do protesto seis balões pretos, representando as vítimas fatais, foram lançados ao céu. A próxima manifestação está agendada para a primeira quinta-feira de abril, às 18h.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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