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Farofada vip06/01/2012 | 06h30

Para viver glamour de Jurerê Internacional, turistas trazem bebidas importadas em sacolas térmicas

Junto com os espumantes, quase vips levam até sanduíches

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Para viver glamour de Jurerê Internacional, turistas trazem bebidas importadas em sacolas térmicas Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Os cariocas Marcelo e Philip com a vodca polonesa trazida de las Vegas Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Rodrigo Celente

Ele chegou de mansinho. O sol, o vip do verão, transformou o céu quase chumbo num azul sereno. A praia de Jurerê Internacional, no Norte da Ilha, ganhou novas cores e movimento. O ambiente ficou mais simpático, alegre e com um espontâneo entusiasmo, que mistura vips, novos-ricos e pessoas comuns, que acabam contaminadas por esse glamour. Mesmo que seja numa caixa térmica, que, em vez de cerveja barata e frango, tem espumante, energético e vodca importada. Um quê de VIP na areia.

Mulheres, a maioria de corpo escultural, tatuadas e com viseiras, usam óculos ray-ban, brincos e pulseiras douradas. Os homens, preferem a sunga. Sarados, adoram exibir os músculos. Elas são fãs de carteirinha do fio-dental e do silicone. Mas, afinal, o que todos querem? Desfrutar do universo VIP que transformou Jurerê Internacional numa ilha dentro da ilha: lugar de ricos, famosos e curiosos, querendo viver aquela atmosfera.

Na areia, em torno dos beach clubs, eles não desgrudam da musa do verão, uma belga, cujo nome é dito com tentativa de sotaque: Stella Artois.

Tem mais. Esparramadas nas cadeiras, as mulheres, de pose elegante, abrem o isopor e tiram de lá uma Smirnoff Ice. Perto, outro grupo de mulheres bebe Stella. O gole é longo, a cerveja desce gelada. Em seguida, uma delas ajeita delicadamente o cabelo, espreguiça-se e solta um sorriso leve, quase diáfano, ao homem ao lado.

No mar, lanchas deslizam. Na parte da frente, em pé, mulheres exibem taças de espumante. Na areia, dois homens com uma garrafa de 3 litros de vodca polonesa Belvedere, R$ 700 na internet, olham o desfile.

Perto, batendo os pezinhos no ritmo da música eletrônica, Caroline, 22 anos, curte o ambiente. Levou cerveja, refri e sanduíche.

— Costumo passar boa parte do dia. Por isso, trago algo para comer. É muito caro comprar aqui.

Sobre o motivo de escolher Jurerê Internacional, a jovem é direta:

— Aqui tem mais gente bonita.

A bacharel em Direito só tem um pedido: queria música mais alta.

Não muito longe, há latas de cerveja nacional vazias. O grupo fala e ri alto. As gargalhadas destoam do ambiente chique, mesmo que artificial, do local. O que é normal em outras praias, ali, parece estranho.

O glamour está na postura

Perto do meio-dia, o movimento do abrir e fechar as caixas e bolsas térmicas fica frenético. Sem cerimônia, os quase VIPs desenrolam seus sanduíches e aplacam a fome. Para acompanhar, o que resta: cerveja, água ou refri. As mulheres preferem água mineral. Mas só se for São Pelegrino.

Em outro canto, Anderson, 27 anos, contador, fala que Jurerê Internacional é completa. O chique é aproveitar o local, ver gente bonita, dar um mergulho e desfilar. Quem sabe rola algo mais?

Estrategicamente colocada junto ao banheiro feminino, uma arara repleta de bijuterias chama a atenção da mulherada. Espertos, os homens ficam na espreita. O charme está na forma como seguram a garrafa de cerveja, o status, na marca. Elas adoram.

Distante 30 metros, Natália Mielczarek, 22, e o namorado Rafael Deoclides trazem no isopor vodca Absolut e energéticos. De noite, a festa promete.

Num beach club, os coqueiros inclinam-se. Escutam o pedido de um homem solitário. Logo que chega a garrafa de champanha, as bolhas sobem, alcançam o nariz e causam aquela coceirinha invejada. Perto dele, debaixo de um guarda-sol com familiares, Márcia Gonçalves traz na térmica mais de uma garrafa de espumante. Beberica segurando a taça com a ponta dos dedos. Sobra glamour ali também.

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