Família foi o termo usado pelo representante da Federação Internacional de Handebol (IHF), o esloveno Leon Kalin, para unir todos os envolvidos na organização do evento. Responsável pela comissão de organização de competições da IHF, Leon escolheu uma camisa vermelha para usar na reunião com representantes das cidades candidatas como alerta para a necessidade de agilizar o evento, inédito no continente americano.
— Estamos atrasados — diagnosticou Leon, após a série de vistorias iniciadas na semana passada em Curitiba e finalizada nesta segunda, dia 28, na Arena Multiuso, em São José.
Apesar disso, de acordo com o diretor de marketing da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Fabiano Redondo, os locais de competição vistoriados deixaram os representantes da IHF satisfeitos, embora todos deverão sofrer grandes adaptações.
Uma das necessidade apontadas pela IHF é a climatização das arenas, o que poderá significar acréscimo no orçamento de R$ 12 milhões para realização do evento. Aguardo para a próxima semana, o anúncio das sedes será feito apenas no dia 9 de abril, após um encontro da sede da IHF, na Basiléia, Suíça. Algumas cidades ainda terão que responder a pedidos de informações feitos pela entidade.
— Seria prematuro e injusto se tomássemos essa decisão hoje — explicou Redondo.
Leon ainda pediu agilidade na recepção das seleções nos aeroportos, fluência em inglês para os integrantes das comissões locais de organização, internet em alta velocidade e até canais de televisão internacionais nos hotéis que receberão os atletas. Presidente da FME de Brusque, Marcelo Caviochiolo, participou do Mundial de 1995, na Islândia, e compreende as exigências:
— Sei como funciona, mas serve também para saber o quanto estamos defasados em relação as demandas para grandes eventos — completa.
De acordo com Leon Kalin, o Mundial Feminino no Brasil carrega a responsabilidade de manter o esporte no calendário olímpico, já que a modalidade só está garantida até os Jogos do Rio 2016. Em 2013, o Comitê Olímpico Internacional (COI) irá definir se o handebol permanece nas próximas duas olimpíadas (2020 e 2024). A outra responsabilidade é o de ser o primeiro grande evento no Brasil antes dos Jogos do Rio 2016.
Frases
"Travamos uma luta diária para mantermos o handebol como esporte olímpico"
"
200 Milhões de pessoas assistirão aos jogos ao vivo pela televisão
Campeonato Mundial de Handebol Feminino
Quando: de 3 a 18 de dezembro
Participantes: 24 Seleções
Candidatas a cidades-sede: Jaraguá do Sul, Brusque, Blumenau, Itajaí, Balneário Camboriú, São José e Curitiba (PR)
Data do anúncio das cidades-sede: 9 de abril
Sorteio dos Grupos: 2 de julho










