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16/11/2010 | 23h05

Surto de catapora neste ano registra 16 mil casos da doença em Santa Catarina

Outubro foi o mês com maior número de casos registrados, com 3.570

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Surto de catapora neste ano registra 16 mil casos da doença em Santa Catarina Hermínio Nunes/
Em Florianópolis, a vacina é aplicada no Hospital Infantil Joana de Gusmão Foto: Hermínio Nunes
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Pelo menos 16,6 mil pessoas se contaminaram neste ano com a catapora, também conhecida como varicela, em Santa Catarina. Para a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) do Estado, o número é considerado um surto da doença, já que era esperado uma média de 12 mil casos para 2010.

Outubro foi o mês com maior número de casos registrados, com 3.570. O vírus varicela-zoster circula geralmente no fim do inverno e início da primavera, épocas em que as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados.

A doença, mais comum na infância, não é considerada grave. Casos de complicações severas não são normais, segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica responsável pela varicela no Estado, Maria Cristina Willemann.

Ela conta que somente dois casos em Santa Catarina tiveram complicações neste ano, envolvendo duas crianças: uma com problemas de infecção nas feridas e outra com encefalite. Nesses casos mais graves, geralmente as feridas provocadas pela catapora, que se manifestam em forma de bolhas com líquido dentro, são contaminadas por outras bactérias. Em outras situações, a doença também pode provocar pneumonia ou encefalite.

Vacina gratuita

Maria Cristina explica que a vacina contra a catapora é oferecida gratuitamente na rede pública às crianças e adultos com imunodeficiência. São pessoas que têm o sistema imunológico afetado por outras doenças como HIV, problemas renais, de coração ou com problema crônico, por exemplo, no pulmão.

Em Florianópolis, a vacina é aplicada no Hospital Infantil Joana de Gusmão, no bairro Agronômica. A média de preço da vacina nas clínicas particulares é de R$ 130.
Sobre a catapora
Fonte: Vigilância Epidemiológica
Isolamento: até 10 dias a partir do início da primeira ferida (bolha)
Casos de maior incidências: crianças de um a quatro anos
Período usual: de 7 a 12 dias, podendo se alterar de pessoa para pessoa por causa do sistema imunológico
Sintomas: bolhas e febre
Cuidados: unhas curtas (para evitar arranhões na pele), manter as mãos sempre limpas (para não infectar as feridas), evitar uso de produtos no banho que ressequem a pele (permanganato de potássio)
Em adultos: a varicela geralmente é mais severa. Maior risco de evoluir com complicações.
Evitar: uso de aspirina e AAS

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