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03/11/2010 | 10h55

"Parecia uma múmia", diz médica veterinária que cuida de cadela queimada viva em Palhoça

Animal ainda corre risco de morte e está à base de morfina

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"Parecia uma múmia", diz médica veterinária que cuida de cadela queimada viva em Palhoça Reprodução/
O animal teve 85% do corpo queimado Foto: Reprodução

Corre risco de morte e está à base de morfina, por causa das dores, a cadela queimada viva no bairro Barra do Aririú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O animal foi encontrado na manhã de domingo.

Segundo Daniele Ody Spaniol, médica veterinária que está cuidando da cadela, o animal teve 85% do corpo queimado. O rosto, o focinho, os olhos, ficaram desfigurados.

— Parecia uma múmia, com a pele em casca. Apresentava partes do corpo como pedaços de carne seca — descreveu a veterinária.

Como ainda há chance de recuperação, Daniele não pensa em sacrificar a cadela, que evolui ao tratamento intensivo. A saúde da pele melhorou bastante nos últimos dias. Mas se ela ficar condenada a viver com dores fortes, a médica pode recorrer a essa medida.

Ferimentos

Quando chegou à clínica, o animal apresentava bolhas na boca, muitas feridas com larvas e machucados na região do ânus. Ainda não consegue se locomover porque os movimentos podem rasgar a pele e está temporariamente cega.

— Fiz uma avaliação e encontrei uma lesão profunda na córnea. Talvez não volte mais a enxergar — lamentou a médica.

Forte como uma rocha

O animal, que recebeu o nome Pedra, foi abandonada ainda filhote na praia da Barra do Aririú, há três anos, com outros cachorrinhos da mesma ninhada. No primeiro ano de vida, a cachorrinha foi atropelada duas vezes e conseguiu se recuperar. Como é forte igual à rocha, foi apelidada de Pedra.

Os moradores da praia da Barra preferem não apontar suspeitos de terem ateado fogo, mas desconfiam de um grupo de meninos que estava próximo ao animal pouco antes do acontecido.

Ajuda

Sensibilizada com a força de Pedra, a médica veterinária resolveu adotá-la. Daniele torce para que a vira-lata sobreviva. Como os gastos com medicamentos (pomadas, remédios, morfina), alimentação (soro) e higiene (fraldas) somam entre R$ 150 e R$ 200 por dia, Daniele pede a colaboração das pessoas.

É possível contribuir em dinheiro depositando qualquer quantia para a conta 5061-x, da agência 5248-5, do Banco do Brasil. Aqueles que optarem por contribuir pessoalmente, podem entrar em contato com Daniele pelo (48) 3033-2503.

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