Vinte semanas com Chico Buarque. Essa é a proposta da Abril Coleções, que acaba de lançar o primeiro de 20 CDs representativos da obra do músico e compositor carioca. Com canções clássicas como Cálice e Feijoada Completa, o disco Chico Buarque, de 1978, está à venda em bancas e livrarias dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por R$ 7,90. Os demais custarão R$ 14,90.
A cada semana, um novo CD-livro será lançado, em uma produção caprichada que reproduz a capa original e inclui um livreto de 44 páginas com o contexto histórico da época, curiosidades sobre cada faixa, as letras e depoimentos de intérpretes e parceiros de Chico Buarque.
Considerado inclassificável pelos críticos e “uma verdadeira salada de frutas” pelo próprio autor, Chico Buarque (1978) reúne em 11 faixas as músicas que ele “tinha à mão”. O que, no caso de Chico, significa canções que marcariam época.
Sem o bigodinho que costumava usar até então, diz que nessa época estava cansado de fazer de sua música um monumento contra a ditadura. Então, ao lado das combativas Cálice e Apesar de Você, estão a divertida Feijoada Completa e canções de amor como Pedaço de Mim (em dueto com a então novata Zizi Possi) e O Meu Amor (com vocais de Marieta Severo e Elba Ramalho).
Além destas duas últimas, há Homenagem ao Malandro – as três fazem parte da trilha sonora do musical Ópera do Malandro, de Chico, que estreou no mesmo ano em que o disco foi lançado. Também estão no CD as faixas Trocando em Miúdos, Até o Fim, Pivete, Pequeña Serenata Diurna e Tanto Mar.
Cale-se
O primeiro volume da série traz histórias saborosas. Afinal, por que mesmo Cálice foi censurada? O livreto, que traz a imagem do manuscrito em que a canção foi composta, diz que o motivo não foi o título, que soava também como um “cale-se”, numa alusão à censura, nem o verso “quero cheirar fumaça de óleo diesel”, referência à tortura e à morte do ativista Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel. Teria sido por causa de outro trecho, que os censores julgaram referir-se ao ministro da Fazenda Delfim Neto: “de muito gorda a porca já não anda”.
Com diferentes imagens da época, o CD-livro traz ainda o depoimento sobre Chico Buarque de Antônio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4.
Confira a coleção abaixo:
1 – Chico Buarque (1978)
2 – Construção (1971)
3 – Meus Caros Amigos (1976)
4 – Chico Buarque de Hollanda (1966)
5 – Chico Buarque de Hollanda vol. 2 (1967)
6 – Chico Buarque de Hollanda vol. 3 (1968)
7 – Paratodos (1993)
8 – Sinal Fechado (1974)
9 – Vida (1980)
10 – Almanaque (1981)
11– Chico Buarque (1984)
12 – Calabar (1973)
13 – Chico Buarque (1989)
14 – Ao vivo Paris – Le Zenith (1990)
15 – Uma Palavra (1995)
16 – As cidades (1998)
17 – Chico Buarque da Mangueira (1997)
18 – Carioca (2006)
19 – Francisco (1987)
20 – Per un Pugno di Samba (1970)
Mais informações estão no site www.colecaochico.com.br










