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03/02/2010 | 19h35

O problema não é Silas, mas a falta de qualidade

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O problema não é Silas, mas a falta de qualidade Tatiana Lopes/
Sem Rever, o Grêmio perde um ótimo zagueiro Foto: Tatiana Lopes







Quando o Grêmio decidiu vender o zagueiro Réver, escrevi que tratava-se de um negócio perigoso, embora compreendesse as urgências financeiras do clube.

Não apenas por conta da perda da principal referência defensiva, mas sobretudo por que era mais uma perda entre outras: Douglas Costa, Maxi López, agora Souza por lesão. Em um grupo carente, sem titulares para algumas posições, cada perda é um drama.

Não sei de onde tiraram que o grupo deste ano é melhor do que o do ano passado. Não concordo. Houve perda evidente de qualidade. Foi dito que era um Grêmio melhor antes de o time entrar em campo. Como saber se os reforços dariam certo ou não antes de vê-los em ação em conjunto?

O empate com o São Luiz é reflexo disso. Qualidade: o Grêmio perdeu qualidade de lá para cá. Para além de questões táticas, é este o ponto.

Imagine: saiu Réver, entrou Maurício. Saiu Douglas Costa, jovem promessa que terminou 2009 em bom nível, entrou Hugo, um jogador mediano de 29 anos. Mesmo a saída de Máxi López foi ruim.

O argentino não era craque, claro que não, mas a ideia para 2010 era acrescentar, e não trocar um por outro. A torcida se identificava com ele. O argentino virou ruim depois que foi embora. Antes, era uma grande redescoberta festejada pela direção e ídolo da torcida.

Celso Roth não deu certo, Paulo Autuori decepcionou, a revelação Silas agora é vaiado pela torcida. Se nenhum treinador parece estar certo, seria este o problema?

Silas está se virando: tenta três zagueiros, volta ao 4-4-2, retorna ao trio. Ele está tentando suprir as carências, embora cometa seus erros — um deles é a insistência com Ferdinando, enquanto o garoto Fernando está pronto para entrar no time.

O problema não é Silas. Na lateral-direita, o técnico do Grêmio tem Joílson ou Mário Fernandes. Se escalar Mário Fernandes, deixa a zaga com Rafael Marques e Maurício. Complicado. E na lateral-esquerda? Há Fábio Santos e Lúcio, ninguém mais. O Grêmio precisa buscar qualidade. Talvez melhore com Douglas. Pode ser.

Mas esta é a questão principal neste Grêmio vacilante de começo de temporada. Qualidade. Ou a falta de.

Comentar esta matéria Comentários (3)

Negrito Jorge

Não é falta de qualidade, se fosse assim o Vitoria, Nautico, Barueri,Portuguesa era times faceis de serem batidos. É preciso montar um time e daí exigir que os jogadores se desdobrem em campo. Não é possivel que um jogador de ataque não volte para marcar porque a jogada está na frente da area e ali não é o lugar dele.Ou então vou fazer isso que é a minha obrigação e nada mais. Agindo assim é o fim de um time de futebol. Pelé quase sempre vinha defender na cabeça da area e tirava espaços.

22/03/2010 | 11h31 Denunciar

Bruno Ziliotto

Acontece também que não daria pra ter Borges e Maxi no ataque, porque são dois jogadores que atuam no memso espaço, e com características parecidas. É preferível ter um atacante mais fixado e um que consiga ser mais versátil, mais leve, eu acho. Aliás, o Borges é bom tanto quanto e tem um plus, não é tão faltoso. Mas num ponto, conncordo: improvisar o Mário na lateral é um tiro no pé! Porque tirar o melhor zagueiro pra improvisar de lateral? Coloquem entao o Joilson, ou o Souza, quando voltar

27/02/2010 | 10h21 Denunciar

NAURELSON SILVEIRA RIBEIRO

SEM DUVIDA FALTA QUALIDADE, DOUGLAS PODE DAR CERTO PODE, DOIS ALAS PRA ENTRAR E SER TITULAR, É O MÍNIMO QUE O TIME PRECISA E UM ZAGUEIRO PRA CHEGAR E JOGAR SEM SER TESTADO JOGADOR INDISCUTIVEL, NÃO PODE TRAZER ALGUEM PRA EXPERIMENTAR NÃO DA TEMPO É PRA CHEGAR E SER TITULAR ABSOLUTO.

14/02/2010 | 12h08 Denunciar

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