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27/01/2010 | 00h07

Pavan pede que Assembleia autorize Justiça a decidir sobre abertura de processo

Vice entregou carta solicitando que deputados permitam análise da denúncia pelo TJ

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Pavan pede que Assembleia autorize Justiça a decidir sobre abertura de processo Glaicon Covre/
Leonel Pavan foi pessoalmente à Assembleia entregar a sua carta aos deputados Foto: Glaicon Covre
Lilian Simioni, com colabororação de Ana Minosso
O vice-governador Leonel Pavan (PSDB) protocolou um documento pedindo aos deputados que autorizem o Tribunal de Justiça (TJ) a prosseguir no caso em que é investigado por supostamente ter tentado resolver pendências fiscais de uma distribuidora de combustíveis no Estado.

A entrega foi feita no final da tarde desta terça-feira ao primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa (AL), Gelson Merísio (DEM).

A conversa, a portas fechadas, durou aproximadamente 15 minutos. Acompanhado do presidente de honra do PSDB no Estado, Dalírio Beber, Pavan pediu agilidade na apreciação e aprovação do pedido do TJ.

— Fiz várias justificativas em uma carta e encaminhei à Assembleia para que os deputados autorizem o Tribunal de Justiça a dar continuidade no processo, com a certeza absoluta da minha inocência.

Pavan ressaltou que não usaria "de forma alguma" a maioria que o governo tem na AL para trancar o processo. O pedido é para que os parlamentares fiquem "à vontade" e autorizem o prosseguimento da ação.

Merísio destacou que os demais deputados tomarão conhecimento da carta da forma regimental: ela será lida na primeira sessão deliberativa, no dia 3.

O pedido de autorização ainda não chegou à Assembleia, mas isso deve acontecer em breve. Merísio avalia que, no mesmo dia da leitura da carta, pode ocorrer a votação.

— Leremos a carta e, provavelmente, se for do entendimento dos líderes, também vamos deliberar sobre a autorização para que possa ter prosseguimento o processo no Tribunal de Justiça — destacou.

Na semana passada, o líder do PSDB, Serafim Venzon, declarou que diria "não" à autorização para que Pavan não perdesse tempo com explicações e defesas.

Ele e o deputado Carlos Chiodini (PMDB) foram os únicos a firmar posição pelo não em enquete realizada pelo Diário Catarinense publicada na edição de sábado. Outros nove deputados estavam indefinidos e sete votariam com as bancadas.

As bancadas do PP e do PT decidiram que votarão pelo sim. Também disseram sim o líder do governo, Elizeu Mattos (PMDB), Edison Andrino (PMDB) e Amauri Soares (PDT).

Com a decisão de Pavan de pedir pessoalmente aos deputados que deem agilidade ao tema, é provável que a autorização seja aprovada pelos 40 parlamentares.

Blog do Moacir Pereira: leia a carta de Pavan

DEM espera pela volta do governador

A bancada do DEM tem uma decisão: será unânime na votação do pedido do TJ. De acordo com o deputado Gelson Merísio, os cinco votos serão definidos no retorno de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que está em viagem pela Europa até o dia 31.

Partido integrante da tríplice aliança junto com PMDB e PSDB, o Democratas deverá seguir orientação do governador.

— Vamos aguardar a chegada do governador para confirmar como deveremos votar. Uma coisa é certa, a decisão será unânime, como sempre o DEM trata todas as questões no Legislativo — afirmou Merísio, que, a partir do dia 1º de fevereiro, será o presidente da Assembleia.

Merísio disse que também poderá votar na sessão, dependendo do quórum qualificado, mas que, como presidente da Casa, será o último a se manifestar, pois deve respeitar as posições contrárias sobre autorizar ou não o prosseguimento da denúncia contra o vice-governador no TJ.

— Se depender do desejo e da orientação do governador, deveremos ter 40 votos favoráveis pela autorização, aliás, um desejo já manifestado pelo vice-governador Leonel Pavan — disse Merísio.

Nesta terça-feira à noite, líderes do DEM reuniram-se na casa do deputado Cesar Souza Júnior e, durante jantar, debateram o Caso Pavan.

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Comentar esta matéria Comentários (5)

aurelio pereira

O Senador Pavan não poderia ter outra atitude, que não esta! Imagina, num ano eleitoral os bois de piranha às soltas, doidos por sangue, ele foi esperto, salvou o seu pescoço, ou pelo menos adiou a guilhotina! Caro Moacir, que mal lhe pergunte, já que és um homem bem informado, Como está aquele imbrólio da deputada e ex-prefeita sobre a grana dos funcionários da prefeitura, que ela aplicou no falido banco Santos? Será que ficou o dito pelo não dito? E sobre a festa da tainha? O povo quer saber!

27/01/2010 | 15h19 Denunciar

Walter

Que jogada em ta pedindo para assembleia nao interferir, que va direto ao tribunal de justica, ele quer ser chamado de Sao leonel Pavam, tadinho ta tao inocente que da pena

27/01/2010 | 13h46 Denunciar

Jerônimo Rubim

Corrigindo a fala do excelentíssimo: — Fiz várias justificativas ao injustificável em uma carta e encaminhei à Assembleia para que os deputados autorizem o Tribunal de Justiça a dar continuidade no processo, com a certeza absoluta de que serei inocentado por meus comparsas.

27/01/2010 | 12h41 Denunciar

João Santos

Com esse emocionante "pedido" a assessoria de Pavan faz uma jogada inteligente e de risco zero, senão vejamos: parte dos deputados não será candidata à reeleição; outros tantos sabem das poucas chances de se reelegerem. Em ambos os casos "se lixam" prá opinião pública. Será moleza encontrar 14 que "aceitem desobedecer" o "pedido" do vice-governador e, assim, o deixam livre do processo. É claro, o preço disso tudo será uma futura boquinha no governo tampão. Enfim, eis aí o desenho da maracutaia.

27/01/2010 | 11h45 Denunciar

Rogério

Tudo parece ser "jogo para a torcida", pois, na Assembleia Legislativa, a maioria governista já deve ter a decisão de negar a autorização. Se autorizar, o TJ já sinalizou qual será o resultado. A pizza já está no forno.

27/01/2010 | 10h23 Denunciar

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