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01/12/2009 | 19h15

Declaração dos Direitos da Criança faz 50 anos

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Declaração dos Direitos da Criança faz 50 anos DC na Sala de Aula/
Na escola de Educação Básica General José Pinto Sombra, em Lages, os 1,3 mil alunos têm acesso a ensino de qualidade, como prev~e a lei aprovada em 1959 Foto: DC na Sala de Aula
pablo.gomes@diario.com.br
Há 50 anos, o mundo inteiro tem um documento claro e objetivo. Elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos da Criança sintetiza o que pode e deve ser feito para garantir conforto, bem-estar, cidadania e dignidade às crianças. Entre os benefícios está o da educação gratuita e de qualidade.

A declaração foi assinada em 20 de novembro de 1959 e tem 10 princípios básicos. Eles estabelecem que nenhuma criança será alvo de discriminação e nem será submetida a situações que lhe comprometam o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social.

Também prevê que todas têm direito a um nome, a uma nacionalidade e aos benefícios da previdência social de seus países. Estabelece ainda que todas devem receber amor, educação, socorro imediato e proteção contra qualquer forma de negligência, crueldade e exploração. A Escola de Educação Básica General José Pinto Sombra, do Bairro Guarujá, em Lages, é um exemplo de onde todos estes direitos são cumpridos.

Além da educação gratuita e de qualidade, os cerca de 1,3 mil alunos dos ensinos fundamental e médio contam com a dedicação de 70 funcionários.

— Procuramos conhecer a realidade familiar dos alunos, a fim de levantar a autoestima deles e tornar o mais prazeroso possível o tempo em que estão na escola. Temos alunos pobres e cujos pais estão na cadeia, e a partir de um ensino gratuito e de qualidade, com carinho e respeito, conseguimos fazer com que eles melhorem a cada dia — diz a diretora Osmarina Medeiros.

Projetos voltados à família, solidariedade, meio ambiente, cultura, cidadania, trânsito, saúde e combate às drogas são desenvolvidos o ano inteiro. Além disso, a merenda saudável, um laboratório de informática bem equipado e uma biblioteca com farto acervo proporcionam conhecimento, inclusão social e reforçam o cumprimento da declaração.

— É bom vir para a escola, brincar com os amigos e mexer no computador — comentam Jordana Rosa da Silva, oito anos, aluna da 2ª série, e João Vitor Santos, nove anos, da 3ª série.

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