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11/11/2009 | 09h53

Tempo de contrato é novo impasse entre Riquelme e Corinthians

Emissários do time paulista e do grupo investidor viajam para Buenos Aires

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Tempo de contrato é novo impasse entre Riquelme e Corinthians Sergio Goya, AP/
Riquelme só aceitaria ficar no Corinthians por, no máximo, duas temporadas Foto: Sergio Goya, AP

Um dos impasses que terão de ser resolvidos entre Corinthians, DIS – braço-esportivo do Grupo Sonda – e Riquelme é o tempo de contrato. Há uma divergência entre o desejo do clube e a intenção do camisa 10 do Boca Juniors. Para resolver, viajam nesta quarta o diretor de marketing do Timão, Luís Paulo Rosenberg e dois representantes do DIS, entre eles Thiago Ferro.

A diretoria do Timão quer a permanência do argentino por quatro anos, com uma predisposição em aceitar um contrato de três temporadas. O meia, por sua vez, já avisou que não está disposto a encarar um período tão longo no futebol brasileiro. Contrato de um ano, com uma possibilidade de renovação para mais um, seria o limite.

Além do desejo de ficar por mais tempo com um dos maiores jogadores da América do Sul, a diretoria corintiana também vê o período de contrato como uma forma de liquidação do valor gasto com a multa rescisória, que será de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 4,3 milhões). Na visão de Andrés Sanchez, ao dividir o valor da multa pelos meses de contrato, o melhor seria um vínculo mais longo. Após três anos, por exemplo, o gasto com a rescisão teria sido de R$ 117 mil mensais. Com apenas um ano, R$ 353 mil/mês.

Vale lembrar que a multa rescisória com o Boca não será paga pelo Corinthians, mas sim pelo DIS. E será quitada de outra maneira. O valor que será gasto pela empresa será devolvido pelo Timão com percentuais dos direitos econômicos de outros jogadores.

A ideia é oferecer à empresa pedaço dos direitos de até três atletas do clube. Caberia, então, ao DIS a escolha deles. A engenharia financeira explica o valor altíssimo que seria desembolsado para um jogador de 31 anos, com passagens pela Europa e que, dificilmente, daria retorno financeiro à empresa, que trabalha com a aquisição de jovens, visando ao lucro em uma futura revenda.

– Se você pensar com a razão, é loucura pagar isso. Mas 2010 será um ano diferente, um ano em que a emoção vai falar mais alto. Andrés Sanchez sabe disso, por isso deve aceitar menos – afirmou uma pessoa próxima ao presidente corintiano, que pediu para não ser identificada.

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