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16/11/2009 | 05h40

D'Ale, Giuliano, Marquinhos e Alecsandro, o quarteto da esperança

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D'Ale, Giuliano, Marquinhos e Alecsandro, o quarteto da esperança montagem sobre fotos de Mauro Vieira, Diego Vara, Daniel Zappe (Vipcomm) e Fernando Gomes /
O quarteto da esperança Foto: montagem sobre fotos de Mauro Vieira, Diego Vara, Daniel Zappe (Vipcomm) e Fernando Gomes
Diogo Olivier, colunista online

diogo.olivier@zerohora.com.br



Não foi uma atuação exuberante. O 3 a 1 sobre o Santos está longe de significar certeza de que o Inter começa a evoluir nas mãos de Mário Sérgio. Mas a vitória de ontem tem ao menos um mérito fundamental. E este mérito, justiça seja feita, é também do técnico — apesar de suas manias de perseguição.

Parece algo simplório, mas o Inter fez três gols. Isso não acontecia há sete jogos, desde os 3 a 1 contra o Náutico. O ataque, que andava desaparecido, ressurgiu em outro formato.

E funcionou contra o Santos. Que, mesmo em má fase e cansado da viagem de retorno do México, após o amistoso com o Santos Laguna, é um clube grande. Mário Sérgio parece ter encontrado o seu modelo ofensivo: Giuliano, D'Alessandro, Marquinhos e Alecsandro. Três meias e um centroavante.

D'Alessandro cresce com Giuliano ao seu lado. O argentino precisa de parceria, como nos tempos de Alex. Marquinhos não pode mais sair do time sob pena de abertura de sindicância para apurar responsabilidades.

Chamado a colaborar em jogos encardidos, ele sempre dá conta do recado. Se não faz gol (Goiás, Fluminense, Santos), movimenta-se com interesse, participa do jogo, ajuda na marcação. Numa hora decisiva como esta, o que o técnico mais precisa é de jogadores que assumam a sua parte na luta para se manter no G-4. É o caso de Marquinhos.

Mário Sérgio acertou em optar pela saída de um zagueiro. O escolhido foi Fabiano Eller, mas poderia ter sido Índio, permitindo a reedição da dupla campeã da Libertadores de 2006. Não importa: o fato é que o ingresso de mais um jogador com disciplina tática do meio para a frente melhorou o rendimento da equipe.

Mário Sérgio deveria repetir a escalação contra o Atlético-MG, domingo, no Mineirão. Que treine, em público ou secretamente, este mesmo time. Seria uma semana de trabalho para buscar algum entrosamento, por mínimo que seja. E uma semana como inquilino do G-4, com menos pressão e mais confiança. Se o técnico perdesse menos tempo alimentando rancores com jornalistas e esquecesse as críticas rotineiras dos torcedores (amanhã elas podem virar aplauso, não podem?), ajudaria a tirar peso do ambiente. Talvez até ganhasse alguma leveza.

Esta é a grande notícia dos 3 a 1 sobre o Santos. O ataque, ao menos ontem, voltou. E a prudência manda não mexer nele até domingo, no Mineirão.

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