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11/10/2009 | 17h16

Regata cancelada não atrapalha Cinquentenário do Mundial de Snipe em Porto Alegre

Última regata do campeonato de 1959 também não saiu por falta de vento

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Regata cancelada não atrapalha Cinquentenário do Mundial de Snipe em Porto Alegre Arivaldo Chaves /
Regata realizada hoje no Clube Jangadeiros Foto: Arivaldo Chaves
Se na sexta-feira o vento soprou muito forte, neste domingo ele foi insuficiente para a realização das três regatas finais do Cinquentenário do Mundial de Snipe, no Clube dos Jangadeiros. Mas o cancelamento não atrapalhou o evento. Cláudio Aydos, vice-comodoro do clube em 1959 e um dos organizadores do Cinquentenário, lembrou de uma coincidência histórica.

– No próprio Campeonato Mundial de 1959, a última regata não saiu por falta de vento – contou.

Os barcos foram para a água no horário previsto, às 9h30min. Apesar de um pequeno atraso para a largada, a primeira regata ocorreu sem problemas. Porém, na metade da segunda o vento diminuiu até sumir por completo.

– Demos azar porque acabou o vento. Estávamos velejando para trás devido à correnteza – relatou Waldemar Bier, 73 anos e único brasileiro entre os participantes que disputou o Mundial de 1959.

A maioria dos 11 barcos teve de ser rebocada até a marina. Isso porque teve gente que preferiu ficar na água o tempo necessário para completar a prova, como o belga Christian Nielsen. O senhor de 77 anos, que há 42 anos não andava em um barco snipe, diz que “por princípios” nunca abandona uma regata. Tampouco reclamou da falta de ventos, pelo contrário.

– Todo o aspecto de velejar é divertido, até as adversidades. O Mundial de 1959 foi um dos grandes momentos da minha vida. As pessoas eram amigáveis, o Carnaval no Rio, a bossa nova. Reencontrei essa mesma atmosfera nestes três dias – garantiu.

Como este foi o clima dos quatro dias de celebração, o resultado final pouco importou. O espanhol Louis Triay, 80, disse sentiu-se em casa desde a chegada à Capital.

– Ganhar é secundário. Esse clima de confraternização foi o sucesso do evento e transmitiu o espírito do que foi aquele Mundial – afirmou Marco Aurélio Paradeda, 63, vencedor na categoria até 69 anos.

O susto ficou por conta de Axel Schmidt. O velejador de 70 anos, tio dos iatistas Torben e Lars Grael, passou mal durante a primeira regata de sábado. Ele sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi levado ao Hospital Mãe de Deus. Atendido e medicado, ficará internado até terça-feira (13), mas já está fora de perigo.

Confira a lista de vencedores:

Categoria até 69 anos:

1º) Marco Aurélio Paradeda (RS), que navegou com Atila Pellin de Lima (sábado) e Rodrigo Duarte (domingo)

Categoria de 70 a 74 anos:

1º) Waldemar Bier (RS), que navegou com Bruno Magalhães (sábado) e Atila Pellin de Lima (domingo)

Categoria acima de 75 anos:

1º) Louis Triay (ESP), que navegou com Mariana Boening Gouvêa (sábado) e Gabriel Kieling (domingo)

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