A Agência Mundial Antidoping (AMA) aprovou uma nova lista de substâncias proibidas no esporte. Em contato com o clicEsportes, o médico Eduardo De Rose, especialista em doping do Comitê Olímpico Internacional (COI), explicou que esses conteúdos serão divulgados em 1º de outubro e serão válidos a partir de janeiro.
De acordo com o médico, o salbutamol, utilizado no tratamento de asma, foi liberado, desde que a quantidade da substância não ultrapasse 1,000 nanogramas por mililitro. O atleta também precisará fazer apenas uma declaração de uso.
– A medicação exigia uma autorização especial. Era um formulário complexo e demorado. Por isso foi extinto. Agora existe um teto permitido – conta o médico.
Outra substância presente foi a pseudoefedrina, usado no combate a gripe e resfriado, que havia deixado a lista em 2003. Por causa do uso excessivo do medicamento, a substância voltou a ser banida.
Segundo De Rose, a pseudoefedrina é um estimulante que aumenta a capacidade de uma pessoa. Porém, o médico garante que a melhora de rendimento para um atleta não é expressiva, a não ser que seja utilizada com outras drogas.
– Desde 2004, quatro laboratórios ficaram monitorando a existência do medicamento nas urinas dos atletas. Mas houve um aumento muito grande nessa substância. O atleta pode continuar usando a medicação, mas deve parar de utilizá-la dois dias antes da atividade – explica.
No futebol, há casos em que jogadores de futebol ingerem café antes das partidas. Apesar de ser estimulante, a cafeína é permitida. Por outro lado, De Rose afirma que o resultado é mais psicológico do que físico.
– A cafeína foi proibida antigamente, mas foi retirada da lista. Assim, os jogadores podem tomar uma taça de café antes das partidas. O quanto isso ajuda ou não faz parte de um mito – conta.
Inclusive, De Rose garante que um gole de conhaque é permitido no futebol para afastar o frio. A tática já foi utilizada no Grêmio, na década de 60.
– O Grêmio contratou o Alcino antigamente. Acostumado com temperaturas elevadas do Nordeste, ele nem conseguia entrar em campo aqui no Sul. No caso, a gente dava um dedinho de conhaque pra ele no vestiário – relembra.










