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20/07/2009 | 20h16

Malabaristas estão proibidos de trabalhar nas ruas de Florianópolis

Plano de fiscalização vai retirar cerca de 50 artistas dos semáforos

Malabaristas estão proibidos de trabalhar nas ruas de Florianópolis Susi Padilha/
Artista de rua que não acatar a decisão terá equipamento recolhido, assinará termo circunstanciado e poderá ser preso Foto: Susi Padilha

Artistas de rua estão proibidos de trabalhar em Florianópolis. Uma portaria emitida pela prefeitura de Florianópolis em 30 de junho determina a retirada definitiva dos malabaristas que ficam nos semáforos da capital de Santa Catarina.

Segundo o engenheiro José Carlos Ferreira Rauen, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, muitos dos chamados artistas são estrangeiros e não têm autorização para trabalharem no Brasil.

— Não queremos esse tipo de trabalho aqui. Florianópolis limpou desde o início da fiscalização. Quero uma cidade com noção de organização administrativa — diz o secretário.

Fiscalização

Rauen afirma que tanto artistas estrangeiros quanto brasileiros serão retirados da cidade.

Dois fiscais por turno estão nas ruas para retirar os malabaristas dos semáforos.

Na primeira abordagem o material de trabalho (pinos, bolas etc) será recolhido e encaminhado à prefeitura. Para recuperá-lo, o artista deve pagar um salário mínimo (R$ 465).

Numa segunda abordagem, os fiscais chamam a Guarda Municipal para que os malabaristas assinem um termo circunstanciado na delegacia. Na terceira vez, os artistas serão presos.

Os malabaristas atuam geralmente em semáforos nas ruas da região central de Florianópolis e nas proximidades da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Trindade, e Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), no bairro Santa Mônica.

— Estamos fazendo a fiscalização em torno de três semanas e foi comprovado que esses artistas não são brasileiros. Eles ficam nas esquinas e nos canteiros da cidade mas não têm autorização da prefeitura para trabalharem. Nós recebemos várias denúncias de pessoas reclamando de extorsão. O dinheiro é retirado na marra da população — explicou Rauen.

Repressão

Artista itinerante há pelo menos sete anos, conhecido como Curinga, atua nos semáforos próximos à UFSC. Brasileiro, natural do Rio Grande do Sul, considera a medida adotada pela prefeitura repressiva.

— É uma repressão contra os artistas e contra a arte popular, que no Brasil já não é difundida — reclama o malabarista.

CBN/DIÁRIO

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