O espaço aéreo de Guiné-Bissau está fechado pelo governo do país até domingo e não há previsão de quando os voos para o Brasil serão restabelecidos.
— Somos um grupo de 10 pessoas em missão da Igreja Assembleia de Deus em São José. Estamos ajudando a igreja local na evangelização e na ajuda humanitária ao povo guinense. Procuramos o consulado aqui e não deram nenhuma notícia e nem orientação, apenas o funcionário informou que deveríamos esperar — afirmou o pastor Edson Fornazari, que integra a comitiva catarinense.
Os catarinenses que estão na Guiné-Bissau
Ezequiel Montanha
Sonia Montanha
Timotio Gonçalves
Janete Gonçalves
Isaac Martins
Estela Monica Martins
Eduardo Nicolau Soares
Janes Almeida
Edson Fornazari
Marcos Manoel da Silva
Turbulência política
No domingo, 15 de abril, forças militares dispersaram protestos contra o golpe de Estado em Guiné-Bissau. A manifestação pedia a libertação do primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, que foi detido na última quinta-feira (12/04). O conflito deixou feridos.
O primeiro-ministro era o principal candidato nas eleições presidenciais que deveriam ser realizadas ainda neste mês. Acredita-se que ele tenha sido levado para um quartel militar guineense, juntamente com o presidente interino, Raimundo Pereira.
No golpe, chefes militares de Guiné-Bissau fecharam o espaço aéreo e marítimo do país. Eles alertaram que qualquer violação das medidas terá uma "resposta militar".
No último sábado (14), em encontro com partidos políticos locais, os militares que deram o golpe de Estado disseram ter planos de restituir o poder civil.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual o Brasil faz parte, aprovou resolução pedindo um "plano de ação imediata" para reagir ao golpe.
O plano inclui, entre outras coisas, a constituição de uma força, mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, para garantir a manutenção da paz e da segurança, a proteção de autoridades civis e da população, a conclusão do processo eleitoral, previsto para o próximo dia 29, e uma reforma nos setor es de defesa e segurança no país.
Segundo informações do Jornal Correio da Manhã, de Portugal, um navio português foi enviado a Guiné-Bissau para buscar cidadãos estrangeiros.
Em mapa, veja onde fica Guiné-Bissau:
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