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Manchas no mar25/01/2013 | 09h03

Entenda os cinco pontos de Florianópolis que deixaram autoridades ambientais em alerta

Substância parecida com óleo assustou técnicos em áreas no Riberião da Ilha

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Após o vazamento de 12 mil litros de óleo ascarel na praia da Tapera, ocorrido em novembro em dois transformadores da Celesc, o surgimento de colorações diferentes na água desde quarta-feira , dia 23, colocou os órgãos ambientais em alerta.

Primeiro foi uma extensa faixa de 3,4 mil hectares localizada pelo helicóptero Arcanjo dos bombeiros.

A segunda localização estranha foi uma área de cerca de 600 metros sob a Ponte Hercílio Luz, que foi confirmada como sedimento (restos de pedras e material orgânico).
Outras duas manchas foram avistadas ainda na quarta-feira na Ponta das Canas e Lagoinha, no extremo Norte de Florianópolis, quando a água apareceu em tom avermelhado devido a bactérias comuns no Oceano Atlântico, segundo laudo da Fundação Estadual de Meio Ambiente, a Fatma.

No final da tarde de ontem, o Ibama localizou outros acúmulos de produtos na água, que podem ser de óleo, na região do Ribeirão da Ilha, dentro das fazendas de produção de ostras e mariscos.

Os técnicos coletaram 20 amostras para analisar o material.

Saiba os cinco pontos de alerta ambiental:

1 - Baía Sul - Para surpresa de técnicos do Ibama e dos bombeiros que sobrevoaram o Sul da Ilha na quarta-feira, foi avistada uma mancha de coloração marrom por uma extensão de 3,14 mil hectares entre a Tapera e Palhoça, no Continente. Equipes do órgão federal estiveram de barco no local para colher amostras. Nada encontraram. À tarde, com ajuda da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que emprestou o helicóptero, foi sobrevoado novamente a área. A mancha havia desaparecido. O chefe da divisão de fiscalização do Ibama, Alessandro Queiroz, acredita que a a mancha pode ser sedimento e que acabou se dissipando no mar, já que a maré ficou extremamente baixa na madrugada e o vento soprava do Norte para o Sul. Além do órgão ambiental, a Polícia Federal também está acompanhando o caso.

2 - Ribeirão da Ilha - O que deixou técnicos assustados no fim da tarde desta quinta-feira foi encontrar áreas com uma substância parecida óleo no Ribeirão da Ilha, nas áreas de maricultura. Praticamente todos os cultivos estão cercados por uma faixa de algum produto com coloração que lembra o óleo. São ilhas de finas sobre a água, segundo o chefe de fiscalização do Ibama, Alessandro Queiróz. Mais de 20 amostras foram retiradas da água e serão analisadas. A confirmação se é óleo ou não pode sair em um dia, conforme o superintendente do Ibama, Kleber Souza. Também não há como confirmar, por enquanto, se é o material que vazou da subestação da Celesc.

3 - Sedimentos soba a ponte - sedimento marrom foi encontrado em 600 metros de extensão embaixo da Ponte Hercílio Luz na quarta-feira. Em sobrevoo pela área, a Fatma conseguiu visualizar o problema e a coloração que destoou do restante da água. Era uma substância marrom, que lembrava a cor de barro. Em testes realizados pela fundação, foi confirmado que não se tratava de óleo e nem de poluição. Foram apenas sedimentos que se acumularam, como materiais orgânicos e restos de pedras. Com a maré e o vento, pode se dissolver naturalmente com o passar do tempo.

4 - Praias do Norte - Em Ponta das Canas e Lagoinha, a mancha que aportou por lá era vermelha e diferente das duas que haviam aparecido até então. Técnicos da Fatma também recolheram amostras e realizaram testes. Mais uma vez foi confirmado que não se tratava de contaminação. O resultado do exame divulgado ontem à tarde confirmou que se tratava de uma bactéria com o nome científico Trichodesmium erythraeum, comum na costa brasileira. Apesar de ter o aspecto oleoso, foi encontrado apenas material orgânico. A cianobactéria encontrada nestes dois locais é se locomove pela superfície do mar e pode ser vista até por satélite. Não há registro, nos últimos 50 anos, de que tenha causado danos à saúde ou ao meio ambiente.

5 - Praia da Tapera - O vazamento de ascarel ocorreu em 19 de novembro no antigo Centro de Treinamento desativado da Celes, na Praia da Tapera, perto do Riberião da Ilha. A denúncia foi feita somente em 20 de dezembro. Foram 12 mil litros de óleo que escoaram de transformadores para o canal de drenagem em direção ao mar e ao mangue. Foram encontradas cobras e caramujos mortos. Esse vazamento, porém, não deve ter relação com as manchas avistadas entre quarta e quinta nas baías Norte e Sul.
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Comentar esta matéria Comentários (3)

jefferson

Acho que Florianópolis deve assumir sua caracteística turistica!!! Oque é aconteceu foi muito grave!!! e 50 milhões de multa não cobre em nada o prejuízo ao turismo da ilha!!! é muito mais grave, pergunto não tinha outro lugar pra celesc instalar esses transformadores.

25/01/2013 | 11h47 Denunciar

gualberto cesar dos santos

E não adianta mudar o foco - a questão infernal ainda é a mobilidade.

25/01/2013 | 10h06 Denunciar

gualberto cesar dos santos

Sinceramente. Esta "matéria" está elucidativa. O leitor merece isto. Matérias de conteúdo "analítico e não sintético". Faz bem a quem acompanha o DC há anos, como faço. Desde a sua primeira edição. Que até se adaptar a linguagem e a realidade local de SC. Ao nosso "Regionalismo". Levou tempo.

25/01/2013 | 09h55 Denunciar

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