27/03/2012 | 21h34

Passagem do Furacão Catarina pelo Sul do Estado completa 8 anos

Fenômeno matou 11 pessoas e causou prejuízos acima de R$ 850 milhões

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Passagem do Furacão Catarina pelo Sul do Estado completa 8 anos Ver Descrição/Agencia RBS
Capa do Diário Catarinense relatando os estragos do Furacão Catarina em 2004 Foto: Ver Descrição / Agencia RBS

Há exatos 8 anos, o Furacão Catarina devastou parte do Estado. O fenômeno, reconhecido como o primeiro furacão do Atlântico Sul, deixou 14 municípios em estado de Calamidade Pública. Em dois dias, 27 e 28 de março de 2004, morreram pelo menos três pessoas. Santa Catarina teve prejuízos que superaram a marca dos R$ 850 milhões. De acordo com a Defesa Civil, um milhão de moradores sofreram com o Catarina. 

 Veja a galeria de fotos da destruição causada pelo Furacão Catarina em 2004

A forma como o furacão aconteceu no Sul do Estado surpreendeu. Às 17h45min do dia 27 de março de 2004, a população de Arroio do Silva, no Sul do Estado, assistiu à chegada do Furacão Catarina. Pouco mais de cinco horas depois, a chuva e o vento sul estavam tão fortes que destelharam casas. O mar chegou a atingir residências próximas à orla.

À 1h15min, o vento e a chuva cessaram. Os moradores acreditaram que o pior havia passado. Mas este foi o momento que o olho do Furacão chegou à cidade.

A tragédia se instaurou na madrugada do dia 28 março. Às 2h48min, os ventos alcançaram entre 180 a 200 km/h. A força da ventania só diminuiu meia hora depois, caindo para 150 km/h. Às 4h30min, a velocidade reduziu para 100 km/h. Uma hora depois o vento tornou-se fraco a moderado.

Em 2009, São José recebeu uma unidade regional da Defesa Civil para reforçar a atuação na prevenção e redução de desastres naturais. Naquele mesmo ano, o Oeste catarinense sofreu com a fúria do vento e da chuva. Quando o Furacão Catarina completou 5 anos, o Estado debatia formas de aumentar a capacidade de prevenir este tipo de fenômeno.

O Furacão Catarina deixou 33,1 mil desabrigados e desalojados e 18 pessoas feridas. Mais de 25,8 mil casas foram atingidas e 993 destruídas.

Comentar esta matéria Comentários (1)

adriana biller

Todos anos reafirma-se o descaso deste e outros meios para com a vida ceifada dos pescadores mortos e desaparecidos por ocasião do Catarina, que nem sequer entram na estatística. Oxalá um dia a mídia lembre-se destes heróis, já que seus amigos e familiares nao se esquecem jamais. Saudade Alexandre!

28/03/2012 | 13h53 Denunciar

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