O Ministério Público da Defesa do Consumidor de Criciúma estabeleceu uma série de prioridades como resgate de documentos e históricos escolares para auxiliar pais e alunos do colégio Energia, que foi despejado terça-feira do prédio onde funcionava por conta de uma dívida de R$ 3,8 milhões referentes a aluguéis atrasados desde 2008. Os advogados da instituição já formalizaram que o fechamento é definitivo e um pedido de auto-falência pode ocorrer nos próximos dias.
O promotor Alex Sandro Teixeira da Cruz informou que a prioridade inicial é encontrar vagas para os alunos em outros colégios particulares da cidade.
— Reunimos todos os diretores e a expectativa é de que, com um pouco de esforço, seja possível absorver todos os estudantes do Energia — ressaltou.
O próximo passo é devolver aos pais e alunos toda documentação que ficou na escola fechada para que as matrículas em outros locais possa ser feita. Entre os dias 21 e 23 a direção irá disponibilizar um serviço para entrega de todos os históricos escolares inclusive da Faculdades de Ciências Econômicas da Região Carbonífera (Fasc), que funcionava no mesmo imóvel.
Por último, o Ministério Público tentará reaver os cheques utilizados para pagamentos de matrículas, mensalidades, material didático e outras taxas. Segundo o promotor Alex Sandro pelo menos três mil cheques ainda estão em poder da escola e serão devolvidos aos pais conforme prometeram os advogados da instituição. Outras ordens de pagamento que já haviam sido trocadas em factorings de Criciúma serão solicitadas de maneira amigável.
— Mas há outros cheques já com factorings de fora de Santa Catarina. A saída seria uma sustação coletiva para reaver esses valores — informou o promotor.
Embora os advogados do Energia de Criciúma não confirmem, o pedido de auto-falência da escola é dado como certo. O Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe/SC) disse lamentar o episódio, mas como essa instituição não é associada não poderia emitir uma posição oficial.










