10/02/2012 | 18h00

Moradores de Seara, no Meio-Oeste, terão de fazer rodízio de água de até 24h

Com a falta de chuva muitos moradores ficam até um dia sem receber água em casa

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Os moradores de Seara, no Meio-Oeste de Santa Catarina, que antes ficavam 12 horas sem receber água, em esquema de rodízio, a partir de hoje ficarão até 24 horas sem o fornecimento. O gerente da Casan em Seara, Marcelo Cozzer, disse que isso acontece porque a vazão do rio Caçador diminuiu ainda mais e é preciso buscar complemento na barragem de Itá. Com isso é preciso esperar mais tempo para tratar água e assim abastecer o município. 

— E caso não chova nos próximos dias a tendência é que o período sem água aumente — comentou Marcelo.

O racionamento por falta de água, provocada pela estiagem, se deve porque o poço profundo que poderia abastecer a cidade, está com uma bomba e tubulação entalados desde dezembro. A bomba queimou no dia 15 de dezembro e, na troca, dia 20 de dezembro, o equipamento com 22 toneladas caiu mais de 100 metros dentro do poço, que tem 589 metros.

A barragem do Rio Caçador, que seria a alternativa, não tem volume de água suficiente. Para tentar acumular mais água foi realizado durante 10 dias um trabalho de desassoreamento na barragem de captação. 

— Agora está tudo limpo, só falta chover — disse Marcelo.

O Superintendente Regional da Casan, Écio Bordignon disse que, além de Seara, outros municípios estão com rodízio no abastecimento: Jardinópolis, Formosa do Sul, Caxambu do Sul e São Miguel do Oeste.

Caminhões puxam água

A população de 17 mil habitantes consome uma média 1,8 mil litros por dia. Para amenizar a situação três caminhões da Prefeitura buscam cerca de 200 mil litros de água por dia na estação de tratamento da Casan em Itá, distante 18 Km da cidade. 

— São cerca de 20 viagens diárias — disse o presidente da Defesa Civil em Seara, Fabio Stocco.

A prefeitura estuda também a possibilidade da contratação de mais três caminhões para buscar água.

— Devemos iniciar o trabalho com esses caminhões a partir da segunda-feira — acredita Stocco. O custo diário para a locação e transporte para o poder municipal será de aproximadamente R$ 4,5 mil.

Na manhã desta sexta-feira o presidente da Defesa Civil se reuniu com diretores da Seara Alimentos. A empresa, que utiliza 5,4 mil litros de água por dia, vai disponibilizar a estrutura de captação no Rio Uvá. 

— A ideia é colocar a nossa estrutura a disposição da Prefeitura — disse Neri Cosmann, gerente geral da Unidade em Seara.

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