Leitura digital02/05/2012 | 07h03

Número de e-books de editoras brasileiras dobrou no último ano

São 10 mil títulos, mas encontrá-los ainda está longe de ser uma tarefa fácil

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Número de e-books de editoras brasileiras dobrou no último ano Artur Moser/Agencia RBS
Expectativa é que a chegada da iBookStore no país facilite e dissemine a leitura digital Foto: Artur Moser / Agencia RBS

Vantagem do livro digital: quem é apaixonado por best-sellers não precisa correr às livrarias com medo de encontrar as prateleiras vazias. É só baixar no computador, tablet, celular ou e-reader e guardar o autor favorito dentro da memória do aparelho. Desvantagem: a infinidade de lojas virtuais e de aplicativos eletrônicos exige uma dedicação extra do leitor em escolher o melhor dispositivo e caminho para ter uma leitura digital mais agradável e ágil.

Apesar da pouca facilidade, os fãs da leitura digital têm o que comemorar. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), abril terminou com dez mil livros digitais catalogados. O número é o dobro do registrado há um ano. Para Edinei Procópio, integrante da Comissão do Livro Digital da CBL, o número é baixo, mas o cenário está mudando:

— Embora seja pouco, o número é simbólico. As digitalizações estão ganhando velocidade — comemora Ednei.

De fato, grandes editoras do Brasil empenharam-se em oferecer mais títulos no Brasil. A Companhia das Letras, por exemplo, que tem pouco mais de 200 livros digitais de um catálogo de mais de 5,4 mil títulos, quer chegar ao final do ano com cerca de 800.

— Atualmente, metade dos lançamentos da editora já sai com uma versão digital —, afirma Fabio Uehara, responsável pelo departamento de conteúdo digital da editora.

Apesar do esforço das editoras, a demanda por livros digitais é baixa. Na Companhia das Letras, o último grande sucesso digital foi - não por acaso - a biografia de Steve Jobs, cujas vendas do e-book representaram pouco mais de 3%.

Em Porto Alegre, a gaúcha L&PM Editores também revela números incipientes: menos de 0,5% das comercializações são de e-books. Para Ivan Pinheiro Machado, sócio da editora, a grande dificuldade é, justamente, o caminho para se chegar ao livro digital:

— Como são muitos dispositivos que leem nossos e-books, tivemos que elaborar um documento de quatro laudas explicando como se faz para ler um livro digital. O processo é muito complicado — sentencia.

De fato, para cada dispositivo, há dezenas de aplicativos e softwares para ler, como mostra o infográfico desta página. A grande carência do mercado é de uma forma de unificar a leitura.

— Nossa expectativa é que o lançamento da iBookStore (a loja de livros digitais da Apple) no Brasil facilite as coisas. Como a base de iPads é gigante, é provável que o número de venda de e-books aumente — afirma.

Embora muitas editoras afirmem que estão em contato com a Apple, ninguém confirmou presença nas prateleiras virtuais da iBookStore. Muitos especulam que o serviço será lançado ainda este mês. Se isso vai mudar a vida dos valentes leitores de e-books, só o tempo vai dizer.

Clique na imagem abaixo para saber mais sobre os dispositivos e aplicativos disponíveis:



Crédito: Edu, Arte ZH

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