Tributos15/12/2013 | 22h23

O que fazer se a sua restituição não veio no último lote?

Número de declarações retidas pela Receita sobe cinco vezes mais que do que total entregue

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O Leão está mais vigilante.Em 2013, o crescimento das declarações retidas pela malha fina foi cinco vezes maior do que o aumento no total de documentos entregues.

Nesta segunda-feira será aberta a consulta ao sétimo e último lote regular de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física. Quem ainda não recebeu e não está neste lote terá de providenciar a regularização na Receita Federal. De acordo com o Fisco, 711.309 declarações com expectativa de imposto a restituir ficaram na malha fina, aumento de 15,4% em relação ao período anterior. O número total de contribuintes — 26 milhões — subiu bem menos de um ano para outro — apenas 3,1%. Em 2012, houve situação semelhante, mas em proporção menor. A quantidade de declarações chegou a 25,2 milhões, com alta de 3,6%, enquanto os documentos na malha fina — 616.569 — aumentaram 8,2%, ou seja cerca de 2,2 vezes mais.
Nos últimos anos, a Receita criou diversas declarações para apertar o cerco aos contribuintes, como a de serviços médicos, de atividades imobiliárias, de operações com cartões de crédito, entre outras. Essas informações são cruzadas com os dados informados no Imposto de Renda. Conforme a instituição, a omissão de rendimentos é o principal motivo de retenção na malha, com 53% do total, seguida de despesas médicas, com 15,7%.

Além da consulta ao sétimo lote, pela primeira vez parte do pagamento também será feito hoje. Serão liberados R$ 500 milhões de 467.825 contribuintes. Na próxima sexta-feira, dia 20, serão repassados R$ 2,17 milhões a 1.714.038 pessoas. No total, são R$ 2,67 milhões, dos quais R$ 210,6 milhões se referem a lotes residuais de malha fina dos exercício de 2008 a 2012. As restituições deste ano terão correção de 5,88%, equivalentes à variação da taxa Selic, o juro básico da economia, acumulada entre maio e dezembro. O contribuinte pode fazer a consulta ao acessar o site www.receita.fazenda.gov.br, ligar para o Receitafone, no número 146 ou verificar se o dinheiro entrou na conta.

A RESTITUIÇÃO NÃO VEIO. E AGORA?
● Quem fez empréstimo com base na expectativa de restituição ou assumiu compromissos pensando em quitá- los com a devolução pode sacar dinheiro da poupança para pagar as dívidas.
Vale a pena porque o rendimento da caderneta é menor do que o juro.
● Quem não tem reserva pode pensar em fazer um empréstimo, mas deve evitar modalidades com juro muito alto, como cheque especial e cartão de crédito.
● As melhores opções no mercado são empréstimos consignados ( com desconto em folha de pagamento), financiamento pessoal ou do tipo CDC.
São as modalidades com as menores taxas do mercado, com juros que variam entre 2% a 3,5% ao mês.
Ficam bem acima da Selic, mas podem ser menos pesadas do que o custo de juro e multa de dívidas vencidas.
● Especialistas sugerem que esses apuros sejam vistos como lição: não se deve comprometer receita futura ( restituição), pois não há data certa para o dinheiro chegar.

 

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